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Justiça Itinerante deve ser política permanente, afirma Fachin em encontro da magistratura no Amazonas

Levar o Judiciário a regiões de difícil acesso e ampliar o atendimento a populações historicamente afastadas dos serviços públicos. Esses foram os principais pontos defendidos pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, durante o Encontro Regional da Magistratura da Região Norte, realizado nesta sexta-feira (29), em Manaus. Ao tratar dos desafios enfrentados pela Amazônia, o ministro afirmou que a Justiça Itinerante deve se consolidar como política permanente para garantir acesso à Justiça em todo o país. “A presença do Estado na Amazônia não pode ser descontínua. A transformação digital do Judiciário dever servir à cidadania, sem ampliar desigualdades em regiões com dificuldades de acesso à internet e à energia elétrica”, reforçou. O presidente do CNJ demonstrou especial preocupação com temas ligados a infância, violência doméstica, organizações criminosas, crimes dolosos contra a vida e crimes sexuais. “É importante que a Região Norte sirva como território piloto para a criação de uma rede nacional de juízes criminais especializados no enfrentamento do crime organizado, baseada em ações integradas de gestão e cooperação institucional”, ressaltou. Encontro Regional da Magistratura da Região Norte. Foto: Chico Batata/TJAM   O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, que participou do encontro, ressaltou a necessidade de aproximar o Judiciário da população do interior da Região Norte. Ele destacou a importância de ouvir as demandas locais para fortalecer instituições e torná-las mais conectadas às necessidades dos cidadãos. Já o presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes, detalhou as particularidades da atuação judicial na Amazônia e afirmou que os desafios da região exigem soluções adaptadas à realidade local. Segundo ele, as dificuldades logísticas e geográficas impactam diretamente a prestação jurisdicional. Promovido pelo CNJ e sediado no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o evento reuniu magistrados, presidentes de tribunais, corregedores e integrantes do sistema de justiça dos sete estados da Região Norte para discutir inovação, inteligência artificial e soluções tecnológicas voltadas ao aprimoramento da prestação jurisdicional. O secretário de Estratégia e Projetos do CNJ, desembargador Paulo Marcos de Farias, e o conselheiro do CNJ Silvio Amorim estiveram entre os participantes do encontro. Painéis e medalha A programação do encontro incluiu dois painéis: o primeiro, com o tema “Inteligência artificial: ética e humanização”, apresentado pelo juiz auxiliar da Presidência do CNJ João Felipe Menezes e pela juíza do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná Camila Salmoria; e o segundo, “Solução de tecnologia para o Programa Novos Caminhos”, coordenado pelo juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Rodrigo Gonçalves de Souza. Painel sobre IA no Judiciário, com o juiz auxiliar do CNJ João Felipe. Foto: Chico Batata/TJAM   Sobre o primeiro tema, os participantes debateram acerca dos desafios e das possibilidades do uso da inteligência artificial no sistema de justiça, com foco na preservação da sensibilidade humana, da ética e da responsabilidade institucional diante do avanço das tecnologias digitais. “Estamos lidando com algo que impõe riscos à nossa atuação, e é justamente essa premissa que justifica a forma como o Conselho Nacional de Justiça tratará esses desafios trazidos pela inteligência artificial. O objetivo é garantir que todos os tribunais consigam fazer o uso eficiente dessas ferramentas sem perder a humanidade do processo. Ao fim e ao cabo, continuamos lidando com vidas e com direitos”, afirmou o juiz auxiliar do CNJ João Felipe. Na sequência, o painel “Solução de tecnologia para o Programa Novos Caminhos”, o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Rodrigo Gonçalves de Souza apresentou iniciativas tecnológicas voltadas ao fortalecimento de políticas públicas para crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e em processo de desligamento dos serviços de proteção. No encontro, o ministro Fachin recebeu a Medalha da Ordem do Mérito do Estado do Amazonas. Agência CNJ de Notícias com informações do TJAM Número de visualizações: 56
29/05/2026 (00:00)
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